terça-feira, 8 de julho de 2008

A Volta ao Mundo em 90 dias

A Grande Marcha começará em Nova Zelândia, o país mais oriental da Terra. Percorrerá mais de 60 países dos 5 continentes. Cobrirá uma distância de 100.000 km por terra com trechos por mar e outros por ar. Concluirá na Argentina depois que 3 meses, no ocidente antártico. Utilizará todos os meios de transporte. Em terra serão trens, ônibus, carros, motos, bicicletas e de a pé. As travessias entre continentes, lagos e rios serão feitas em aviões, navios, barcaças e canoas. Uma equipe-base permanente de 100 pessoas de diferentes nacionalidades fará o percurso completo. A seu passo pelas cidades se realizarão festivais, encontros, concertos, conferências, manifestações, foros, etc.

Países do percurso:
Oceania e Ásia Oriental: N. Zelândia, Austrália, Filipinas, Japão.Ásia continental: Coréia do Sul, Coréia do Norte, China, Bangladesh, Paquistão, Índia, Mongólia, Federação Russa, Israel.
Europa: Federação Russa, Bielorrússia, Polônia, República Tcheca, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Holanda, Reino Unido, Islândia, Luxemburgo, Eslováquia, Hungria, Portugal, Grécia, Turquia, Áustria, Alemanha, Itália, Suíça, França, Bélgica, Espanha, Gibraltar.
África:Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Algeria, Senegal, Benin, Argélia, Moçambique, Togo, Gana, Costa do Marfim, Guiné, Mali, Gâmbia.
América: Canadá, Estados Unidos, México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Rep. Dominicana, Haiti, Colômbia, Brasil, Paraguai, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina.

Quando?
A marcha começará em Nova Zelândia em 2 de Outubro de 2009, dia do aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como dia Internacional da Não-Violência. Finalizará na cordilheira dos Andes (Parque Punta de Vacas, Aconcágua) no começo de 2010.Durará 90 dias, três longos meses de viagem. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais, vários desertos, até o inverno siberiano. As etapas mais compridas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês.

Quem?
A participação na Marcha Mundial será aberta a todas as pessoas, coletivos, organizações e instituições que sintonizem com seu espírito. Poder-se-á participar de formas muito diversas: somando-se a alguma das atividades programadas em seu percurso; também promovendo novas iniciativas particulares; e participando virtualmente numa página Web. Aspiramos a que sejam muitos milhares, tomara milhões, as pessoas que participem em todos os continentes.

Para Quê?
Para denunciar: a perigosa situação mundial que nos leva progressivamente para um beco sem saída e para as guerras com armamento nuclear, o que suporia a maior catástrofe humana da história.
Para que se escutem as vozes da maioria dos cidadãos do mundo que não estão a favor das guerras nem da corrida de armamentos. Todos sofremos as conseqüências da manipulação de uns poucos porque não damos um sinal de unidade. É hora que cada um mostre sua posição, sua rejeição. Dá teu sinal.
Para conseguir: o desaparecimento das armas nucleares; a redução progressiva proporcional de armamento; a assinatura de tratados de não agressão entre países; a renúncia dos governos a utilizar as guerras como meio para resolver conflitos. Para avançar na humanização do mundo.

Por quê?
Porque a fome no mundo pode ser resolvida com 10% do que é gasto em armamentos. Podemos imaginar como seria destinar o 30 ou 50% para melhorar a vida das pessoas em lugar de aplicá-lo em destruição?
Porque eliminar as guerras representará sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo de gigante no caminho evolutivo de nossa espécie.
Porque nesta aspiração nos acompanha a força das vozes de milhares de gerações anteriores que sofreram as conseqüências e cujo eco segue escutando-se hoje em todos os lugares aonde as guerras vão deixando seu sinistro rasto de mortos, desaparecidos, inválidos, refugiados e deslocados.
Porque um “mundo sem guerras” é uma proposta que nos abre o futuro e aspira a concretizar-se em cada canto do planeta para que o diálogo vá substituindo à violência. Chegou o momento de fazer ouvir a voz dos sem-voz, milhões de seres humanos que por necessidade pedem que acabem as guerras. Podemos consegui-lo unindo todas as forças do pacifismo e da não-violência ativa do mundo

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